Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
Tenho outras de ser sozinha
Fases que vão e que veêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
Seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
sábado, 31 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Mãe...São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!
Mário Quintana
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!
Mário Quintana
Humildade
Senhor, fazei com que aceite
minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter e
se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.
Dói, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
minha terra sedenta
e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo de meu fogão de taipa,
e acender eu mesma, o fogo alegre
da minha casa na manhã de um novo
dia que começa.
Cora Coralina
minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter e
se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.
Dói, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
minha terra sedenta
e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo de meu fogão de taipa,
e acender eu mesma, o fogo alegre
da minha casa na manhã de um novo
dia que começa.
Cora Coralina
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Você
Quando eu o conheci, logo imaginei
será destino conhecê-lo?
Com ardor sincero me apaixonei.
Agora a todo instante quero vê-lo.
A noite quando olho aquela estrela.
A única estrela a quem confessei.
Tenho a impressão de entendê-la,
querendo dizer que enfim acertei.
Mas o tempo foi passando e agora é tarde.
Na vida sempre fui covarde.
Hoje poderia ser feliz, fazendo desse
amor uma nova diretriz.
Tristemente vejo que ele é proíbido.
será destino conhecê-lo?
Com ardor sincero me apaixonei.
Agora a todo instante quero vê-lo.
A noite quando olho aquela estrela.
A única estrela a quem confessei.
Tenho a impressão de entendê-la,
querendo dizer que enfim acertei.
Mas o tempo foi passando e agora é tarde.
Na vida sempre fui covarde.
Hoje poderia ser feliz, fazendo desse
amor uma nova diretriz.
Tristemente vejo que ele é proíbido.
Assinar:
Comentários (Atom)