A felicidade não é um atributo da alma, mas o resultado de um demorado e difícil processo de burilamento do ser no seu evoluir constante.
Portanto, se é o resultado de um processo, e também a consequência da vontade bem dirigida, tanto no sentido de se conquistar e consolidar virtude , quanto no de desfazer-se de maus hábitos advindos de nosso passado recente ou remoto.
Nesse aspecto, a infelicidade, qualquer que seja a sua causa aparente, as explicações e justificativas que para ela arranjemos, e, na verdade, o processo de aperfeiçoamento em curso, durante o qual tropeçamos e caímos inumeras vezez, erramos de boa ou má fé, mas aprendemos sempre com os altos e baixos da vida na terra ou na Espiritualidade.
Com isso, podemos concluir que nossa felicidade está na proporção direta da diminuição de nossas imperfeições.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
Entre o sono e sonho

Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens.
Que todo o rio tem
Chegou onde hoje hábito
A casa que hoje sou.
Possa, se eu me medito;
Se desperta, passou.
E quem me sinto e morre
no que me liga a mim
Dorme onde o rio corre
Esse rio sem fim.
Fernando Pessoa
domingo, 7 de setembro de 2008
domingo, 15 de junho de 2008
Mãe
Cora Coralina
Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregue à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti
não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior aqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino de ser mãe.
Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Será um animal somente de prazer
e ás vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro de amargura.
Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregue à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti
não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior aqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino de ser mãe.
Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Será um animal somente de prazer
e ás vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro de amargura.
sábado, 31 de maio de 2008
Lua Adversa
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
Tenho outras de ser sozinha
Fases que vão e que veêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
Seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
Tenho outras de ser sozinha
Fases que vão e que veêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
Seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Mãe...São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!
Mário Quintana
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!
Mário Quintana
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